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InfoZaca
Moto
Fora-De-Estrada No Brasil e
No Mundo
Dicas de
Pilotagem para Trilheiros
O Trail Clube Parceiros da
Lama está repassando alguns
conhecimentos de pilotagem
que adquiriram durante o
tempo de trilheiros que eles
têm aos internautas do
INEMA, e que
reproduzimos no InfoZaca!
Confira e fique por dentro
das dicas!
Pilote sempre em pé na moto:
Isso vale para as trilhas de
final de semana, provas de
Enduro FIM, Cross Country e
provas curtas. Nas provas de
rali, a posição de pilotagem
é outra. Pilotando em pé,
você sentirá menos as
"imperfeições" do terreno. A
posição ideal é: Joelhos
levemente dobrados, as
pernas segurando a moto,
coluna levemente inclinada
para frente e cotovelos
dobrados, voltados para
cima. Com a moto parada, sua
posição deixa você em pé,
equilibrado. Você nunca deve
se apoiar no guidão, ou
seja, jogando ou segurando
seu peso. Você sempre deve
estar apoiado nas suas
pernas, não nos braços.
Mantenha o centro de
gravidade: Mas o que
significa isso? Simples,
alguém já deve ter dito a
você: "Quando estiver numa
subida, encoste a barriga no
tanque. Quando estiver
descendo, vá para trás do
banco..."Bom, é quase isso.
Simplificando, manter seu
centro de gravidade é manter
seu corpo sempre em pé
(ereto). Se estiver numa
subida, apenas a moto deve
se inclinar com o barranco.
Seu corpo deve continuar "no
prumo". Ou seja, o tanque
vem até você, não é você que
vai até ele. Pode ser que
ele nem chegue, ou que ele
queira passar da sua
barriga, tudo depende da
inclinação da subida.
O importante é manter o
corpo sempre na mesma
posição de equilíbrio de
quando se está no plano. O
mesmo vale para as descidas.
Quando se está descendo,
apenas a moto deve
inclinar-se para baixo.
Claro que, numa descida,
você não vai conseguir ficar
em pé, senão terá de largar
do guidão. Mas suas pernas e
cintura deverão permanecer o
mais ereto possível,
inclinando apenas o tronco.
Isso fará com que o seu peso
seja deslocado para trás e
você continue em equilíbrio.
Deixe os indicadores sobre
os manetes: No começo, vai
ser uma droga. Seus dedos
vão doer, vai parecer que
você não consegue segurar o
guidão com firmeza, etc.
Isso passa. Quantas vezes
você não escorregou por ter
travado o freio dianteiro?
Pode ter certeza que foi
porque você tomou um susto e
"alicatou" o freio. Quantas
vezes você não deixou a moto
morrer, porque não apertou a
embreagem a tempo? Se você
estiver com os dedos já
posicionados, as reações são
muito mais rápidas e
precisas. Você não vai mais
"alicatar" o freio, pois o
seu dedo já vai estar na
posição certa quando você
precisar dele. O mesmo vale
para a embreagem.
Curvas abertas: Não importa
se o terreno está liso ou
não, o método é o mesmo.
Mantenha-se em pé, não
sente. Ainda em linha reta,
comece a desaceleração,
vindo pela parte de fora da
curva. Antes de iniciar a
curva, trave seu freio
traseiro, fazendo com que a
moto derrape para se alinhar
à parte de dentro da curva,
apontando para a saída dela.
Assim que ela estiver se
alinhando, faça pressão na
pedaleira do lado de fora da
curva e retome a aceleração.
Isto vai fazer com que você
termine de derrapar enquanto
aumenta a velocidade e, ao
mesmo tempo, mantém seu
corpo e a moto equilibrados,
por causa da pressão na
pedaleira. A melhor maneira
de treinar este tipo de
curva é fazê-las num terreno
liso, forçando a derrapagem,
até que você sinta confiança
de que não vai sair voando
curva afora.
Curvas fechadas: Existem
muitos modos de se fazer uma
curva fechada. Vamos
explicar dois deles. Ambos
têm seus prós e contras:
1: Imagine um ponto no meio
da curva. Trace uma reta que
vai de onde você está até
este ponto e outra que vai
do ponto para a saída da
curva. É assim que você vai
fazê-la. Como? Simples: Não
reduza a velocidade; freie
pouco antes do ponto
determinado, travando a roda
traseira e derrapando a moto
de forma que ela se alinhe à
outra reta. Pronto, a curva
está feita. Enquanto você
derrapa, reduza a marcha
para já sair forte da curva.
A desvantagem desta curva é
que você sai um pouco mais
lento, mas em compensação,
você freou depois do seu
adversário e não precisou
fazer uma "tomada" de curva,
só precisou de um ponto.
2: Você irá reduzir um pouco
antes da curva e, ao entrar
nela, deslocar seu centro de
gravidade para frente
(sentando quase em cima do
tanque), jogar a perna que
estiver do lado de dentro da
curva para frente, em
direção à roda dianteira
(não é para pôr o pé no
chão, é para aumentar o peso
na roda da frente) e calçar
o máximo que puder o outro
pé na pedaleira. Isso fará
com que você aumente o peso
na roda dianteira evitando
que ela escorregue e manterá
seu equilíbrio quando a roda
traseira derrapar.
Num ponto da curva (você vai
ter que descobrir o seu
ponto) você começa a
acelerar forte. A moto deve
escorregar um pouco. Quando
alinhar a moto na reta, você
já deve estar voltando para
a posição em pé, jogando seu
peso na roda de trás para
dar mais tração à roda
traseira. A vantagem é de
você sair forte da curva.
Com prática, você deve
conseguir fazer mais rápido
do que a outra, mas você
precisa de espaço para isso.
Se estiver no corpo-a-corpo
e seu adversário souber
fazer a outra curva, é
provável que você fique para
trás.
Frenagem: Todo mundo sabe
acelerar, mas poucos sabem
frear. Para quem não sabe, o
principal responsável por
parar a moto é o freio
dianteiro, não o traseiro.
Em linha reta e em alta
velocidade, a melhor maneira
de diminuir a velocidade
rapidamente é se mantendo em
pé na moto, com o corpo
inclinado para trás. O uso
do freio dianteiro deve ser
progressivo, ou seja, você
deve começar a pressioná-lo
levemente e ir apertando aos
poucos. Nunca fique dando
"trancos" no freio, não
ajuda em nada. O freio
traseiro deve ser usado
levemente, para ajudar na
desaceleração. Numa entrada
de curva, o freio traseiro
será travado para provocar
uma derrapagem.
Pilotando no barro: Escolha
o caminho mais seguro para
evitar uma possível queda.
Deixe a moto numa marcha
reduzida, mas mantenha o
giro do motor bem alto, para
que o pneu mantenha-se limpo
e não fique preso nas
canaletas. Não confunda giro
alto com velocidade. A
velocidade será baixa, só o
giro do motor que ficará
alto.
Pilotando na areia: Para não
correr o risco de atolar,
você deverá manter a roda
dianteira bem leve. Para
isso, mantenha-se sempre em
pé na moto, com o corpo
levemente inclinado para
trás. Isto fará com que você
alivie o peso na roda
dianteira e aumente na roda
traseira, o que dará mais
tração. Aqui você também
utilizará uma marcha
reduzida, mas não tanto
quanto no barro.
Pilotando em piso duro: Este
tipo de terreno parece tão
liso quanto o barro, parece
que seu pneu traseiro está
furado. Para andar bem aqui,
você deve utilizar uma
marcha mais alta, deixando o
motor trabalhar com um giro
mais baixo, evitando que a
roda traseira perca tração.
Aceleradas bruscas e altos
giros farão com que você
derrape facilmente.
Pilotando nas pedras:
Mantenha-se em pé na moto,
com o corpo levemente
inclinado para a frente,
aumentando o peso na roda
dianteira, para evitar que
ela "saia da mão". Num
terreno muito acidentado,
utilize uma marcha reduzida,
para poder conseguir obter
uma resposta rápida da moto,
caso precise superar algum
obstáculo.
Trail Clube Parceiros da
Lama
Fabrício Michelin -
Presidente
Tadiano Menegon - Secretário
Fonte:
http://www.rh41.com.br/
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